Fiesp divulga estudo sobre a alimentação dos brasileiros
 
 

A Vogler se preocupa em atender seus clientes de forma extraordinária. Por isso, a Market Intelligence Gabriela M. Nogueira participou da divulgação da mais recente pesquisa da Federação das Indústria do Estado de São Paulo, Fiesp, sobre os hábitos de consumo de alimentos dos brasileiros. O objetivo é usar o conhecimento para desenvolver ferramentas valiosas que auxiliarão os clientes a se aproximarem deste público tão dinâmico, diverso e exigente.



O estudo, nomeado “A Mesa dos Brasileiros – Transformações, Confirmações e Contradições”, faz jus ao subtítulo por sua transparência, pois apresenta dados intrigantes que ilustram as inconsistências da mente e atitudes das pessoas; e usa tais resultados para gerar interessante debate próximo à realidade dos brasileiros. A pesquisa foi realizada em doze regiões metropolitanas, e por sua abrangência nacional é especialmente relevante para empresas que atuam de forma vasta no país e estão, portanto, sujeitas a fatores econômicos e culturais diversos de seu público. Em debate, diversos fatores levam à conclusão de que a marca é fator crucial na escolha dos brasileiros, à qual o consumidor devota sua confiança e tem alta expectativa quanto à reciprocidade. A marca tem o poder de conectar-se ao emocional dos consumidores, o que os torna fiéis, especialmente em época de crise quando incertezas são uma ameaça maior.


LEVANTAMENTO E DEBATE


Embasados em uma série de fatores, mas principalmente na recuperação à crise, os resultados indicam maior importância dada pelos consumidores ao preço dos alimentos, quando comparados aos resultados da pesquisa anterior, realizada em 2010. Hoje, o preço baixo está entre os principais drivers de escolha de um alimento, posição que era antes ocupada pelos valores nutritivos do produto.



Sobre o processo de racionalização do consumo, 70% dos entrevistados admitiram ter mudado ao menos algum de seus hábitos de compras e consumo de alimentos em função da crise, em sua maioria pessoas de baixa renda e mulheres. E essas mudanças vieram para ficar, pois 63% afirmaram que pretendem manter parte dos novos hábitos adotados durante a crise. As principais atitudes podem ser resumidas em duas: a busca por melhores oportunidades de compra e o preparo das refeições em domicílio. O comparativo das pesquisas mostra que a crise gerou redução no número de pessoas que alegam não ter tempo para cozinhar, assim como um abrandamento das pessoas que participam da elaboração das refeições em casa. Como consequência, o consumo de alimentos semiprontos foi impactado, caindo de 42% em 2010 para 28% em 2017; ao mesmo tempo em que a busca por alimentos com desconto ou na promoção se intensificou, passando de 43% para 50% no mesmo período.



É importante ressaltar que, apesar da queda de 6 p.p., marca continua a liderar os aspectos de escolha das pessoas. “Marcas fortes e bem construídas fazem parte da vida das pessoas”, afirma Marcia Esteves, que completa recomendando a compreensão das características de cada consumidor, e que guerra por preços não é o que sustenta o mercado. Luiz Pretti, presidente da Cargill Brasil, ratifica a responsabilidade e importância das empresas em honrar a confiança que o consumidor deposita sobre suas marcas, e o compromisso em atender aos níveis de qualidade esperados. Jacyr Costa Filho, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag), fala sobre o papel da culinária na cultura e destaca a importância da indústria em compreender e respeitar a cultura do país ou região. No contexto da economia nos alimentos, os consumidores estão procurando custo-benefício: exigem preços baixos e qualidade ao mesmo tempo. O fator marca é menos sensível às variações da crise econômica, pelo contrário: hoje mais pessoas se dizem dispostas a pagar mais para adquirir marcas que conhecem e confiam, representado em um aumento de 5 p. p. nos últimos sete anos. O ganho de importância acontece em especial com os alimentos básicos do dia a dia, pois se acredita que é onde as famílias têm maior cuidado para evitar o custo do erro. Para Luiz Pretti, tratando-se de produtos básicos como o azeite, dificilmente o consumidor volta a produtos inferiores.



Aprofundando os dados, observa-se que os grupos que mais impactam na valorização das marcas são as classes mais baixas e os mais velhos, que inclusive defendem as marcas nas quais depositam confiança: “Se o produto de uma marca ruim está estragado, a culpa é da marca. Se o produto de uma marca boa está estragado, a culpa é do mercado”. Enquanto isso, 67% dos participantes se dizem abertos para experimentarem novas marcas e produtos, em especial os mais jovens e os internautas. Com a recuperação da crise, acredita-se que qualidade e saudabilidade reconquistarão sua importância como aspecto de decisão de compra de alimentos industrializados. Assim, a expectativa dos brasileiros para 2027 é:



CONCLUSÃO


Trazer os hábitos de consumo a debate tem o intuito de auxiliar a indústria na condução dos negócios perante a abrangência cultural e as oscilações econômicas nacionais, as quais trazem incertezas. “Nova realidade”, destaca Skaf em debate, e acrescenta que educação alimentar e inovação vieram para ficar. Neste sentido, Jacyr destaca que mesmo com o aumento do conhecimento dos brasileiros quanto à saudabilidade, o consumo de açúcar no varejo aumentou; ele explica que isso se deve à estratégia da marca em se manter fiel à cultura de seu consumidor, ao mesmo tempo que inova em produtos: embalagens, orgânicos e misturas com estévia. Ressalvamos que ao mesmo tempo que houve a crise, houve também uma explosão de informações, surgindo então novas tribos e nichos de mercado; dentre eles aqueles voltados à saudabilidade. Hoje, 59% da população acredita que alimento industrial pode ser saudável – em comparação com 51% em 2010. É, portanto, importante que empresas criem estratégias de marca junto ao seu público específico, para que entendam até que ponto temas como saudabilidade e inovação superam a questão do preço.


ALGUMAS CURIOSIDADES E CONTRADIÇÕES


Entre saudabilidade e sabor, 61% afirmam optar por alimentos mais gostosos, especialmente os mais jovens:



Preço e falta de tempo são considerados os principais desafios para se alimentar corretamente:



Embora mais da metade dos entrevistados afirme ler os rótulos dos alimentos industrializados de vez em quando, apenas ¼ diz que o faz com regularidade. A percepção que predomina é que a linguagem utilizada nos rótulos é muito técnica e pouco compreensível:



REFERÊNCIAS
DEBATE A MESA DOS BRASILEIROS, 2018, São Paulo. A Mesa dos Brasileiros: Transformações, Confirmações, Contradições. São Paulo: 2018.FIESP; CIESP. A Mesa dos Brasileiros: Transformações, Confirmações, Contradições. São Paulo, 2018. Disponível em: . Acesso em: 24 mai. 2018.TONI, Graciliano. “Nova realidade”, destaca Skaf sobre estudo da Fiesp que mostra efeitos da crise na mesa dos brasileiros. Disponível em: . Acesso em: 24 mai. 2018.


 
 
 

 

 

 

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